Depoimento de um caso de sucesso – Jaime

Jaime, um paciente de bom humor, o qual percorre uma bonita trajetória nas pistas de corrida e principalmente rumo a sua qualidade de vida até os 100 anos.

Paciente curioso, dedicado e sobretudo muito esforçado com certeza está no 1º lugar do pódio do estilo de vida com saúde e prazer.

Dietas especificas para cada fase de treino personalizadas fazem a diferença, pois não é porque pratica atividade física de verdade que pode comer porcaria à vontade.
Marilize Tamanini

Sempre fiz parte das estatísticas daquelas pessoas sedentárias, estressadas, que não têm tempo para nada, que trabalhavam 12 horas por dia. Tenho 46 anos e até os 41 anos não fazia atividade física nenhuma, usava a desculpa de que estava cansado, meus exames médicos eram como painel de avião em queda, tudo acendia, tudo fora dos limites, colesterol, glicose, triglicerídeos, os hábitos alimentares totalmente errados, muitos excessos de gordura e açúcar, as visitas às churrascarias eram frequentes e a quantidade de carne em cada visita assustava os presentes, eu saía passando mal, com falta de ar, não conseguia me mexer, pior, simplesmente não tinha controle sobre a extravagância, enquanto não me arrancavam da mesa eu não conseguia parar, um horror. Com relação à bebida, nunca fui alcoólatra, mas não conseguia conceber chegar em casa à noite e deixar de beber 4 ou 5 latas de cerveja (tudo bem, você me achou um alcoólatra), parecia que a vida não tinha graça, era impossível evitar. Vivia passando mal, sentimento de cansaço, fadiga, dores e sensações que nem sabia descrever.

Bem, janeiro de 2007, fiquei sabendo que haveria uma corrida de 10Km promovida pela prefeitura. Não sei bem dizer o que me motivou, mas resolvi dispender infindáveis 2 horas por semana (que tem 168) para ir ao Botânico, comecei a andar durante 2 semanas, em seguida a correr. Doía muito, da unha do pé ao fio de cabelo, o desejo incontrolável de parar não saia da cabeça, os “diabinhos” da mente me colocavam argumentos aos montes e eram extremamente convincentes, me apareceram conhecimentos de cientista para me fazer entender que aquilo era desnecessário, que eu não precisaria me exercitar, que aquilo era um exagero, que eu estava bem e, o mais forte de todos: “tem gente muito pior que você e que não faz nada”.

Passei a lutar muito contra minhas limitações. Uma semana antes da prova eu tinha conseguido correr no máximo 4 km sem parar. Legal, na largada da primeira prova lá estava eu e mais uns 2000 manés como eu (mais tarde fiquei sabendo que a maioria que corre nestas corridas de rua tem a mesma história que a minha). Consegui correr 8km direto, andei 1,5km e, para não ficar feio, corri os últimos 500m para não chegar andando. Fiz a prova no horrível tempo de 1h 14m (meu recorde é de 44m 50s).

Na chegada, minha cara era um misto de dor, exaustão e muita emoção. Dores horríveis, não conseguia subir as escadas de casa, tomei banho e caí na cama com febre. Prometi que não ia mais parar. No próximo treino já corri 10km e a única coisa que queria saber era o dia da próxima prova. Encurtando a história, no mesmo ano de 2007, no mês de novembro fiz minha primeira Maratona (42km), uma das coisas mais emocionantes que me aconteceu. Foram 4h 30m de desafio, luta, superação. Jamais imaginei que conseguiria um feito destes. Nos meus registros, hoje, junho/2011 estou com 51 corridas de 10km, 3 maratonas, 3 meia maratona, 3 São Silvestres, 16 Travessias em mar, 5 Duathlon, 6 Triathlons, 1 ½ Ironman e a realização do meu sonho, em 29/05/2011 completei meu primeiro IRONMAN, foram 14h 20h de pura emoção, alegria e sofrimento, 3800m de natação no mar, 180km de bicicleta e 42Km de corrida.

Foi como um vício que me consumiu. Cada pessoa deve buscar dentro de si qual é o seu fator de motivação, o meu foram as provas, dificilmente eu daria continuidade aos treinos se não participasse de provas. Elas fazem você entrar num ambiente saudável, de pessoas com bons hábitos.

Muitas coisas vieram “a reboque”. Bebia minhas cervejas à noite, na manhã seguinte ia treinar e sofria, fui diminuindo, hoje não bebo nada e melhor, não sinto falta, nem lembro mais do gosto. Comecei a tentar diminuir o sofrimento nas provas e melhorar a performance, para isso precisava comer bem. Procurei uma nutricionista que organizou toda a alimentação. Hoje tenho hábitos saudáveis, não virei monge tibetano, continuo indo em churrascaria, mas peço para pagar meia.

Aprendi que nosso corpo se acostuma com aquilo que colocamos para ele. Fiquei avesso a certos alimentos gordurosos, frituras, etc., não consigo passar um dia sem comer frutas, eu como umas 7 ou 8 por dia, antigamente era 1 por mês e quando lembrava. Passei a direcionar todas as minhas atividades em função das provas, desde a alimentação até faltar a um aniversário sábado à noite para não se cansar para a corrida de domingo 7h da manhã. Meu escritório em casa tem a parede cheia de medalhas, troféus.

É evidente que tudo deve ser feito com orientação de profissionais, acompanhamento médico, treinador e de nutricionista é imprescindível. No caso da nutrição, além da organização na sua alimentação do dia-a-dia, você deve ter uma suplementação para os treinos e provas. Neste particular, prepare-se para experimentar o que existe de mais escabroso em termos de sabor, todas as “gororobas” são horrorosas, porém turbinadas de energia e nutrientes necessários para a prática desportiva.

Não passo um único dia sem agradecer a Deus a inspiração que recebi para começar este estilo de vida. Recomendo a qualquer um, seja louco, mas responsável, desafie seus limites, você não tem idéia do que é capaz.

26/08/09 às 13:25 | Tags: Depoimentos,NutriNews | Permalink

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