Com o volume avassalador de informações nutricionais disponíveis fica cada instante mais difícil decidir o que comer.
Portanto não adianta cortar o glúten porque a vizinha emagreceu, assim como não adianta insistir no consumo da lactose se toda vez que você consome não se sente bem.
Em consultório costumo dizer que é função do nutricionista ser o guarda-chuva e junto com o cliente filtrar e realizar uma orientação personalizada.
Você é o piloto da sua própria alimentação e restabelece suas conexões com a alimentação na integra. A frase clássica: “lembre-se de sempre se lembrar de nunca esquecer – você é o(a) protagonista da sua História. Busque aquilo que faz sentido para você.” Combina assim como feijão e arroz se completam.
O nosso corpo fala e quando estamos conectados com nossa saúde e seus cuidados, podemos escutar antes que ele grite. Importante é dar um passo de cada vez e quando mais perto da natureza forem suas escolhas alimentares mais saúde você terá.
Quando falo em cuidado pessoal e ser o diretor da sua vida, em termos de atividade física o mesmo é válido para protagonizar seus cuidados é importante que faça o que gosta e encaixe na sua rotina. Benjamin Franklin já dizia: “as chaves do êxito: escolha algo que lhe apaixone, dê o melhor de si mesmo e não deixe escapar as oportunidades. ”
O conceito de qualidade de vida é dinâmico e depende de diversas variáveis que envolvem bem-estar físico, mental e social. O que vai além da presença ou ausência da doença e envolve prazer ou sacrifício. Sendo o bom senso o limiar de uma vida mais plena.
Tudo que é demais faz mal: não comer salada, comer frutas em excesso também pode elevar a glicemia, dietas restritivas, exercícios físicos monótonos, a preocupação excessiva com a aparência, o envolvimento excessivo com o mundo virtual e o distanciamento do real, a insatisfação constante consigo mesmo, a perda da vida social são sintomas, carregados de significados.
O corpo fala e nossa mente reclama. E o que você pode fazer para superar isso e melhorar sua alimentação e saúde?
Hoje a preocupação é muito maior no que comer para emagrecer do que comer para ser saudável. O prazer nas do comer e fazer exercícios toma uma esfera pequena dentro do ter para ser.
Pense com carinho quais são suas três motivações que te levam a desejar uma alimentação mais saudável? Qual as conexões desses motivos estão mais alinhadas às causas externas ou a motivos pessoais seus?
Sempre que bater a vontade de desistir ou de se boicotar, lembre-se dos seus motivos para superar as dificuldades e atingir seus objetivos.
A alimentação é muito mais do que contar calorias ou nutrientes. Quando levamos o garfo à boca sensações e emoções vêm juntos, pode ser culpa, preguiça, pressa, fome, vontade de comer, satisfação instantânea, lembranças da infância, e/ou ato mecânico de comer para ter energia.
Um bom exemplo de superação é quem tem sucesso na cirurgia bariátrica, pois vai muito além do ato cirúrgico, envolve um excelente preparo psicológico e cuidados nutricionais diferenciados em cada fase.
Fica muito simples rotular apenas pelo índice de massa corporal ou comorbidades relacionadas a obesidade, já recebi um cliente que veio com a ideia fixa da cirurgia, mas com o planejamento alimentar flexível e personalizado apresentou resultados excelentes de emagrecimento, relatou nunca antes ter percebido o que comia e atingiu o peso desejado sem a realização do procedimento cirúrgico.
Não existe receita de bolo para o sucesso da alimentação saudável, a individualidade prevalece, por exemplo uma menina de quinze anos que já tentou de tudo para emagrecer pode estar mais pronta e preparada para a cirurgia, desde que esteja disposta a sincronizar a mente com o estômago magro.
As ditaduras da moda e do instantâneo podem levar a frustração e estados depressivos. Muitas vezes uma redução de cinco quilos já traz um ganho enorme para sua autoestima e corpo. Compare você com você e não com as modelos de passarela.
Meça o peso que a palavra disciplina tem em sua vida. Faço o convite a você para superar-se em uma versão melhor de si mesmo.
Lembre-se que a culpa é um sentimento que pesa e o perdão emagrece. O que fará de melhor e mais consciente por sua saúde e por você?
Metas SMART
Metas, parece algo do mundo da administração, mas com alta aplicação na nutrição e na administração do tempo.
Bora lá explicar como as metas precisam estar descritas para você atingir seu sucesso e objetivos.
S – Specific (Específico)
Ao definir um objetivo, não se deve deixar espaço a interpretações duvidosas. Quanto mais detalhado for o objetivo, melhor será sua compreensão e maiores suas chances de ser atingido. Você pode fazer as seguintes perguntas para garantir que seu objetivo é específico:
Quem está envolvido?
O que eu quero atingir exatamente?
Onde deve ser atingido este objetivo?
Qual é o período no qual este objetivo deve ser atingido?
Quais são meus requerimentos e restrições?
Quais propósitos ou benefícios existem em atingir este objetivo?
Por exemplo, ao invés de definir “Aumentar as vendas em 10%”, um objetivo melhor seria “Obtenção de 10% no aumento de vendas nacionais nas áreas de negócios A, B e C pela equipe X, durante o próximo ano fiscal, sem redução da margem de lucros e mantendo o nível de satisfação do cliente.”.
Depois de definir o objetivo, avalie se ele está completamente claro para qualquer pessoa com um conhecimento básico do projeto ou da organização.
M – Measurable (Mensurável)
Vale repetir a famosa frase “Você não pode gerenciar o que não pode medir”. Qualquer objetivo que não possa ser transformado claramente em um número permite a manipulação e interpretação para que os interessados o considerem atingido ou não.
Talvez sua organização não tenha as ferramentas necessárias para medir um objetivo, e neste caso elas devem ser desenvolvidas antes da definição do objetivo.
Por exemplo, “Melhorar a satisfação dos clientes da loja A em 20% em 3 meses” parece ser um objetivo específico. No entanto, pode acontecer que a loja em questão não tenha um sistema adequado de medição da satisfação do cliente.
Desta forma, o gerente da loja poderia usar qualquer variável que tivesse melhorado para considerá-la como determinante da satisfação do cliente, atingindo assim seu objetivo. Portanto, é importante ter claramente definido o método ou sistema de medição que será usado para monitorar o objetivo.
A – Attainable (Atingível)
Os objetivos sempre devem ser agressivos, mas nunca impossíveis de atingir. É importante lançar um desafio para que a equipe se supere e lute por algo que parece ser difícil, mas isto é muito diferente de definir números que nunca poderão ser obtidos, o que causará frustração e desânimo.
Ao considerar um objetivo como “atingível”, não se deve pensar somente em “possível” ou “impossível”, e sim nos diversos aspectos que o afetam.
Por exemplo:
Nossa equipe e liderança têm as habilidades necessárias para atingir esta meta? Se não, há um plano de treinamento e desenvolvimento?
Nossos produtos ou serviços possuem a qualidade necessária para tornar a meta realidade?
Existe um potencial real no mercado que permita a definição deste objetivo?
Na prática, as perguntas para cada objetivo serão diferentes, mas o importante aqui é entender que a meta deve considerar os diversos aspectos do negócio, e não seguir somente o ideal de um chefe que não está observando a realidade.
O A também é algumas vezes chamados de “AgreedUpon” (feito em comum acordo). Isto significa que todos os envolvidos na definição e execução do objetivo o conhecem e estão de acordo com sua viabilidade e benefícios.
R – Realistic (Realista)
Muitas vezes o objetivo é possível, mas não é realista. Ao considerar o realismo, você deve pensar em fatores como:
A equipe aceitará perseguir o objetivo?
Este objetivo está alinhado com a missão e visão da organização?
Algum princípio ético é ferido com este objetivo?
Por exemplo, o objetivo “Reduzir em 30% o gasto com planos de saúde” pode ser atingido simplesmente mudando a categoria dos planos dos funcionários para um nível inferior. No entanto, este não seria um objetivo realista em uma organização que historicamente sempre se preocupou com o bem-estar dos funcionários e não passa por nenhuma dificuldade financeira que justifique estes cortes.
Um líder que define um objetivo pouco realista está fora de sincronia com a empresa e com sua equipe.
T – Timely (Em Tempo)
Esta característica se mistura um pouco com o S (específico). Significa que além do início e fim do período de busca do objetivo serem bem definidos, este período não deve ser tão curto que torne o objetivo impossível nem tão longo que cause uma dispersão da iniciativa com o tempo.
O T também pode ser “Tangible” (Tangível). Isto quer dizer que um objetivo que possa ser sentido, observado ou tocado terá maior chance de ser realizado. Tudo o que melhora o dia a dia da equipe será visto com melhores olhos e os incentivará.










